Os promotores que investigam a morte de Jean Charles de Menezes não tomarão nenhuma atitude contra os policiais britânicos que mataram o brasileiro por engano após ataques terroristas em Londres, informou a edição deste sábado do jornal britânico Guardian.
LONDRES, 15 de julho (Reuters) - Os promotores que investigam a morte de Jean Charles de Menezes não tomarão nenhuma atitude contra os policiais britânicos que mataram o brasileiro por engano após ataques terroristas em Londres, informou a edição deste sábado do jornal britânico Guardian.
Confundido com um terrorista suicida, Jean Charles levou sete tiros na cabeça em um vagão do metrô londrino durante uma operação anti-terrorismo em 22 de julho do ano passado, um dia depois de novas tentativas de atentados ao sistema de transporte da cidade.
A ouvidoria da polícia completou um relatório sobre o incidente em janeiro, quando passou suas descobertas a promotores que decidiriam se os policiais deveriam enfrentar ações criminais individualmente.
O Guardian, sem indicar as fontes, disse que a promotoria tinha decidido não processar ninguém individualmente. Em vez disso, a força policial de Londres como um todo enfrentará a acusação de infringir regras sanitárias e de segurança, segundo o jornal.
A promotoria deve anunciar sua decisão na segunda-feira.
O assassinato do eletricista mineiro de 27 anos chocou o Brasil e a Grã-Bretanha, país no qual a maior parte dos policiais é desarmada.