04.07.2009
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Hollywood procura formas de tornar produções mais "verdes"

Publicado 07.11.2008

Por Sue Zeidler

LOS ANGELES (Reuters) - Hollywood está "esverdeando" a tela grande, mas reduzir desperdícios, custos e consumo de energia numa indústria conhecida por seus grandes orçamentos e suas produções suntuosas não é fácil, mesmo no setor do cinema, que costuma criar tendências.

Não é de hoje que Hollywood usa seus astros em favor do meio ambiente. Grandes nomes como Leonardo Di Caprio e Robert Redford são ambientalistas conhecidos, e o documentário premiado com o Oscar "Uma Verdade Inconveniente", de Al Gore, sobre o aquecimento global, é visto como responsável por levar o problema à atenção do grande público.

Agora Hollywood está se esforçando para reduzir os danos ambientais causados por suas filmagens de cinema e TV, produções grandes mas temporárias.

"Celebridades são ativistas ambientais há anos, mas os estúdios e as produtoras vêm hesitando em aplicar a filosofia verde a suas próprias operações comerciais", diz Zahava Stroud, da iHollywood Forum, que em dezembro vai promover a conferência "Hollywood Goes Green" (Hollywood adere ao verde).

Analistas dizem que a implementação de soluções sustentáveis deve ajudar as empresas globais de entretenimento a melhorar sua lucratividade durante a queda econômica atual.

Muitos estúdios hoje têm departamentos dedicados à redução de suas pegadas de carbono, e alguns já chegaram a oferecer incentivos a seus profissionais para que comprem carros flex.

Mas o maior desafio é reduzir os excessos das grandes produções.

"Ainda é preciso focar o processo de produção, em termos de consumo de combustível, eficiência energética, geração de resíduos e origem dos alimentos consumidos", disse Lauren Selman, executiva-chefe da consultoria Reel Green Media, que ajuda sets de filmagem a incorporar práticas ecológicas.

Alguns críticos citam como maior problema da indústria o uso maciço de combustível e motores a diesel em suas locações.

"Considere quanto combustível consumimos", escreveu a produtora de cinema e TV Judith James em Traction, uma publicação online voltada a mulheres em Hollywood. "Geradores, filmagens noturnas, 'locações distantes', caminhões por filmagem, caminhões ociosos, guindastes, transporte de pessoas, guarda-roupa, equipamentos, de ida e volta para o set, helicópteros."

Shelley Billik, vice-presidente de iniciativas ambientais da Warner Bros, disse: "A infra-estrutura no interior do estúdio é mais condizente com diretrizes verdes, mas, quando a produção vai para locações, tudo fica mais difícil."

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Crise e oportunidade

“Já ouvi várias vezes dos gurus de plantão que 'em chinês, o ideograma para crise é composto dos símbolos de perigo e oportunidade'. Há pessoas, que repetem isso sem pensar ou sequer param para pesquisar, e ficam procurando oportunidades em crises, quando deviam é estar preparadas e prevenir-se contra as mesmas. CRISE é CRISE, e OPORTUNIDADE é OPORTUNIDADE até em chinês. Na realidade, o símbolo para 'crise' (wēi) em mandarim (língua chinesa) é composto de wēi (perigo) e (momento), e todos lá no oriente temem uma crise, do mesmo modo que por aqui no ocidente. Oportunidade em mandarim é 'jīhuì' "

— Dr.Tony Fontoura, D.D., Ph.D.

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