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Mexicano passou Bill Gates na lista dos mais ricos em 2007

O magnata mexicano das telecomunicações Carlos Slim Helu, de 67 anos, dono do grupo America Móvil, superou o fundador da Microsoft, o americano Bill Gates, de 51, e se tornou o homem mais rico do mundo em 2007.

O magnata mexicano das telecomunicações Carlos Slim Helu, de 67 anos, dono do grupo America Móvil, superou o fundador da Microsoft, o americano Bill Gates, de 51, e se tornou o homem mais rico do mundo em 2007. De acordo com anúncio feito nesta terça-feira pela revista americana Fortune, Slim tem patrimônio total de 59 bilhões de dólares, contra 58 bilhões de Gates, que liderava o ranking dos mais ricos havia vários anos.

Slim já havia sido declarado o homem mais rico do mundo em julho, pelo site financeiro Sentido Común. As principais revistas de economia dos EUA, porém, ainda davam o título a Gates, mesmo reconhecendo que Slim estava em alta no ranking. A Fortune é a primeira grande publicação financeira a confirmar que o mexicano ultrapassou o americano. A revista, que monitora a performance das principais companhias do planeta, diz que o patrimônio de Slim cresceu 12 bilhões de dólares só neste ano.

O salto para a primeira colocação entre os bilionários teria sido motivado pelo grande salto no valor das ações da América Móvil. A empresa de Slim é a maior operadora de telefonia celular da América Latina; no Brasil, é dona da Claro. Filho de imigrantes libaneses, Slim tem dezenas de outros negócios, desde uma rede de restaurantes até um banco. O patrimônio de sua família representaria mais de 5% do PIB mexicano em 2006.

Na semana passada, Slim comentou pela primeira vez em público a notícia de que estaria superando Gates entre os mais ricos. "Para mim tanto faz", garantiu. "Não sei se sou o número um, o número vinte ou o número dois mil. Não importa." Assim como Bill Gates, Slim também tem apoiado várias causas filantrópicas -- também na última semana, anunciou doação de 300 milhões de dólares para construir de 100 escolas no México, onde seus negócios equivalem a um terço da bolsa de valores.

 

Fonte: Revista Veja