Uma economista americana advertiu hoje que as leis antiimigração podem ter o mesmo efeito negativo que as leis protecionistas dos anos 1930, ou seja, transformar uma recessão econômica normal em uma "Grande Depressão".
Em comunicado, Tucker Hart Adams declarou que, se o papel dos imigrantes na economia americana não for compreendido, corre-se o risco de aprovar leis estaduais de imigração ou de não aprovar uma reforma federal, e em ambos casos em detrimento da economia do país.
Adams é economista-chefe do U.S. Bank para a região das Montanhas Rochosas e presidente da consultoria The Adams Group.
"Os imigrantes desempenham um papel vital em nossa economia", pois eles assumem "trabalhos com salários competitivos e mantêm o custo de bens e serviços a níveis baixos", disse.
"Os trabalhadores imigrantes beneficiam todos e mantêm a economia crescendo e saudável", comentou.
Para Adams, quem culpa os imigrantes pelos salários baixos e pelo desemprego está fomentando "uma maior escassez de mão-de-obra e uma recessão maior do que a prevista até agora".
"Temos que nos lembrar dos efeitos da Lei de Tarifas Smoot-Hawley de 1930, que transformou uma recessão normal na Grande Depressão", ressaltou.
Em outras palavras, disse ela, sem os imigrantes a situação econômica se complicaria ainda mais em vez de ser resolvida.
Para proteger a economia dos EUA, a Lei Smoot-Hawley quadruplicou as tarifas de importação de mais de 10.000 produtos, o que provocou um diminuição no comércio internacional e, portanto, afetou gravemente a economia americana.
Para Adams, as atuais leis antiimigração e a falta de uma reforma no tema podem ter um efeito similar, já que nos EUA há muitos produtos "a preços baixos porque são fabricados em outros países ou pelo trabalho dos imigrantes".
Adams calcula que sem os imigrantes, o Colorado - por exemplo - perderia US$ 8 bilhões ao ano, o equivalente à receita do turismo, o terceiro setor mais importante do estado.
- Agência EFE
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