Os secretários de Segurança Interior, Michael Chertoff, e de Comércio, Carlos Gutiérrez, explicaram que a iniciativa do Executivo está baseada em leis que já existem. "Até que o Congresso decida agir, vamos dar alguns passos decisivos por nossa conta", afirmou Chertoff. O novo plano visa essencialmente a fiscalização da contratação de trabalhadores e a reforçar a segurança das fronteiras.
Segundo documentos divulgados, o Departamento de Segurança Interior regulamentou uma decisão que permitirá enviar cartas oficiais a empregadores que não disponham de informação suficiente sobre a identidade de seus empregados, pedindo a eles para que verifiquem a situação dos trabalhadores num prazo de 90 dias.
As multas para os patrões que empregam imigrantes ilegais deliberadamente aumentarão 25%. Chertoff explicou que o governo federal exigirá das empresas terceirizadas que trabalham com o Estado que usem um novo sistema eletrônico de verificação de estatuto dos empregados.
O plano para reforçar a vigilância fronteiriça é alcançar até 31 de dezembro do ano que vem o número de 18,3 mil agentes encarregados da patrulha, assim como a construção de 600 km de fronteira até essa data.
Ao mesmo tempo que anunciaram estas medidas, os funcionários reconheceram que os Estados Unidos necessitam de imigrantes para manter sua economia. "A demografia simplesmente não está do nosso lado", disse Gutiérrez. "Está claro que há trabalhos que os americanos não querem fazer, ou não estão disponíveis para fazer", acrescentou.
Uma reforma migratória integral, que estabeleça novas normas gerais para a imigração aos Estados Unidos e resolva a situação de 12 milhões de pessoas que estão sem documentos no país, "é uma solução a longo prazo", insistiu Gutiérrez.
Fonte: Diário do Grande ABC
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